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O envelhecimento está ligado a muitos problemas de saúde, incluindo as dificuldades para dormir. De fato, dormir mal poderia contribuir também para o aparecimento e/ou desenvolvimento destes problemas, reduzindo a qualidade de vida das pessoas com mais de 65 anos.
É por isso que é tão importante prestar atenção aos riscos que estão inerentes ao fato de que as pessoas mais idosas durmam pouco. Passamos quase um terço da nossa vida a dormir, e o sono converte-se numa parte fundamental para promover a saúde em geral nas pessoas idosas.
Como poderá imaginar, o envelhecimento não afeta a todas as pessoas por igual. Enquanto que alguns adultos mais idosos podem não sofrer interrupções significativas no seu descanso, outros têm a tendência a dormir menos e a desfrutar de uma pior qualidade de sono. Os especialistas identificaram vários distúrbios do sono que são comuns em adultos mais idosos:
Como é evidente, tudo isto tem as suas consequências no dia a dia dos idosos. Mostramos-lhe algumas dessas consequências.
As pessoas mais idosas experimentam maiores taxas de insónia e transtornos do sono em geral, além das alterações que mencionamos anteriormente. Tudo isto tem as suas consequências também sobre a sua saúde física, e, relacionado com a falta de sono, as pessoas idosas podem sofrer de:
Assim o confirmam investigações como a publicada na revista Sleep Medicine Clinics em 2019. Segundo parece, os problemas de sono são comuns em adultos idosos com demência, mas a evidência também sugere que as alterações no sono podem contribuir para o desenvolvimento de problemas cognitivos e para o risco de demência.
Ainda que os mecanismos não sejam ainda totalmente compreendidos, os estudos experimentais sugerem que incluso uma só noite de privação de sono conduz à acumulação de beta-amiloide no cérebro humano. Este é um produto de resíduo metabólico que pode formar placas com o tempo, o que contribui para a doença de Alzheimer (EA). Assim, o sono pode desempenhar um papel fundamental na prevenção do deterioro cognitivo e no risco potencial de sofrer de Alzheimer.
Logicamente, estas enfermidades não só encontram a sua causa na falta de sono, já que também são consequência do envelhecimento em si. No entanto, as doenças relacionadas com o sono podem ser difíceis de tratar por si sós, mas, quando se combinam com outros transtornos do sono, os efeitos podem ser devastadores.
Mentalmente, a falta de sono pode causar:
Além do mais, a insónia a longo prazo afeta a capacidade de uma pessoa para reagir adequadamente ao stress, o que aumenta o risco de desenvolver uma doença mental.
Por outro lado, também existem riscos para a saúde física das pessoas mais idosas que dormem pouco:
De qualquer forma, é importante detetar se existe um transtorno do sono antes de normalizar a falta de descanso nas pessoas idosas. Como vê, são vários os riscos que derivam do fato de que as pessoas idosas durmam pouco, pelo que vale a pena estar bem atentos a este problema!

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