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Ainda que já devesse ser uma pergunta com resposta automática, hoje em dia as pessoas continuam a perguntar-se por que é que os seres humanos necessitam tanto de dormir. Na Maxcolchon, vamos responder a essa pregunta, e com várias razões.
A média diz que passamos um terço da nossa vida a dormir. Mas estas contas têm em consideração que no mundo ocidental trabalhamos oito horas, dispomos de outras oito para a vida familiar e/ou social e, as últimas oito horas, seriam dedicadas a dormir.
Mas a realidade pode ser outra bem distinta. O aumento do ritmo de vida atual, onde o stress e a ansiedade se apoderaram da sociedade, pode fazer-nos ver que pouca gente cumpre essa média de horas tão saudável.
Se dormir mais de oito horas lhe parece um sonho, significa que não está a descansar o suficiente. E, seguramente, a sua saúde pode-se ver afetada, tanto física, como mentalmente. Ou por que é que acha que um dos castigos mais perigosos da história era a privação do sono?
Sem ir mais longe, um estudo realizado nos Estados Unidos traduziu-se nos seguintes dados:
Sem dúvida, os maiores riscos que enfrentamos por uma má higiene do sono traduzem-se em todos os tipos de enfermidades e problemas físicos. Estes seriam os mais frequentes:
Começamos pela saúde mental, possivelmente a primeira afetada quando não dormimos mais de sete horas. Quando dormimos, a parte do cérebro que controla o sistema imunitário, o metabolismo e o stress, trabalha o necessário para produzir cortisol. Porém, a falta de horas de sono pode derivar numa alteração da hormona do stress, disparando-se até ao infinito, produzindo por isso enfermidades, irritabilidade e ansiedade.
Como já teve oportunidade de comprovar, o cérebro é uma vítima da falta de sono. Mas não só se limita a problemas psicológicos, também se pode traduzir em piores funções cognitivas, e que afetam o nosso dia a dia. Desde a falta de atenção, até à perda de memória, todas essas funções podem ser alteradas negativamente.
A falta de sono é sinónimo de excesso de peso. E existem, quer fatores psicológicos, como físicos. Dormir pouco significa mais horas acordado. Portanto, é uma maior parte do dia que dedicamos a comer. As razões físicas prendem-se com a alteração das hormonas dedicadas a despertar a fome e a saciar-nos.
No seguimento do ponto anterior, o aumento de horas de vigília pode derivar num desequilíbrio da secreção da hormona do crescimento. Ao produzir-se isto devido à falta de sono, perderíamos a capacidade de reparar os tecidos, que vão, desde a pele, até aos músculos ou pulmões. Ou seja, não só vamos obter um aumento da gordura corporal, como também vamos perder músculos.
Como já comentamos, não dormir o suficiente aumenta o risco de sofrer enfermidades. Como por exemplo, a diabetes. Segundo alguns estudos, calcula-se que entre 38% e 45% de pacientes com Diabetes de tipo 2, têm problemas na hora de dormir. Isto deve-se a que, apenas com uma noite mal dormida, o nosso corpo perde sensibilidade para reduzir a insulina, tanto no fígado, como em outros tecidos.
Entramos numa das consequências mais hedonísticas, mas que também é importante. É óbvio que dormir menos é sinónimo de estar mais cansado. Mas a capacidade sexual não só se vê diminuída por isso, mas também por razões biológicas. Nos homens com problemas de insónias existe uma redução de 15% nos níveis de testosterona.
Deixamos para o final o resumo conceptual de tudo. Para aquelas pessoas que dormem pouco, a esperança de vida reduz-se consideravelmente. E a razão não é outra que a soma de todos os problemas narrados neste artigo. Traduzido em dados, podemos dizer que aqueles que dormem menos de sete horas perdem uns 12% da sua esperança de vida.

Em Maxcolchon levamos mais de duas décadas dedicando-nos a melhorar a qualidade do descanso de um milhão de pessoas. A nossa equipe está composta por especialistas no sono, em ergonomia e producto, trabalhando dia a dia para lhe oferecer informação eficaz, práctica e baseada na experiência real de quem conhece o descanso por dentro e por fora.