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Superar o medo do escuro é algo que nos é “exigido” desde muito pequenos, mas que se pode agravar, se não o conseguirmos tratar como é devido. Com profissionais, pedagogia, e muito tacto.
Conhecido também como nictofobia, pode-se comprovar que se trata de uma fobia de carácter psicológico, e que é verdadeiramente recorrente entre as pessoas. Se é certo que é mais frequente entre crianças de 2 a 3, até aos 7 ou 8 anos, pode criar raízes até chegar à idade adulta, transformando-se assim num trauma que afeta as relações sociais.
Obviamente, o medo do escuro apresenta dois grandes traços: medo à ausência de luz, e à chegada da noite, provocando assim ansiedade, nervosismo, e incapacidade de dormir sós.
No caso dos mais pequenos, é habitual sentirem-se inseguros quando chega a noite, e têm que ficar sós no seu quarto para dormir. Normalmente, isto surge após ver filmes de terror, ler alguma história ou, simplesmente, ter ganho medo a certos objetos que há no seu quarto, ou ter escutado histórias e lendas urbanas.
Estes gatilhos ganham forma quando chega a noite, e é tempo de ir para a cama. Então, ao apagar as luzes, as crianças disparam a sua imaginação, entrando em zonas tenebrosas, que lhes provocam medos e pesadelos. Este é o momento de atuar.
Para evitar que derive em ansiedade, há que socorrer-se da pedagogia, da empatia, e de muito carinho. Pode ser tão simples como dizer-lhes que o medo é injustificado, racionalizando os monstros que inventaram nas suas cabeças, e fazê-los ver que apenas são sombras provocadas por objetos, e que a escuridão é necessária para descansar. Obviamente, seria um grave erro rir-se deles, ridiculizar ou ignorar a situação.
Criar jogos relacionados com a escuridão, ou contar-lhes alguma história de quando nós éramos pequenos e também nos aconteceu, ajudará à sua tranquilidade. Entre as atividades que ajudarão a esquecer o medo à escuridão, podemos referir jogar às escondidas, ou procurar objetos com a ajuda de uma pequena lanterna. Também é positivo fazer sombras chinesas na parede.
Progressivamente, esse medo do escuro irá desaparecendo, conforme as crianças crescem.
Qualquer coisa que não seja pôr em prática os conselhos anteriores, vão converter o medo do escuro infantil numa fobia adulta, com piores consequências. Para começar, a necessidade da ajuda de um psicólogo.
A transformação em nictofobia é sinónimo de ter experimentado algo traumático, relacionado com a ausência de luz. Esse trauma e medo fóbico à escuridão deriva em inseguranças mais graves, e ataques de pânico, produzidos pela escuridão.
Para lutar contra essa nictofobia tão grave, o ideal é visitar um especialista. Mas, se não quer chegar a este ponto, pode seguir os seguintes conselhos:

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