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“Já recuperarei o sono durante o fim de semana”. “Vou deitar-me já, e assim hoje durmo mais horas”. “Pois eu durmo todos os dias uma sesta de duas horas, e pela noite não noto diferença”. Quantas vezes já ouviu estas reflexões? Alguma vez se acreditou em alguma delas? Descobrimos as grandes mentiras do descanso. Essas lendas urbanas sobre o sono, que vamos escutando toda a nossa vida.
Existe um conceito ao qual chamamos dívida do sono, e que se refere à diferença de horas de sono que se produz, pela diferença do descanso entre os dias entre semana, comparados com o sábado e o domingo. Enquanto o ritmo impregnado de segunda a sexta nos leva a descansar pouco, ao fim-de-semana temos por hábito aproveitar para dormir mais. Porém, esta compensação que procuramos é menos efetiva e saudável do que pensamos. Ainda que possa ajudar a equilibrar de certa forma, o ideal e recomendável é dormir as mesmas horas todos os dias da semana.
Outro pensamento muito recorrente, convertido em prática do sono. A nível médico e biológico, a única sesta saudável, e que nos ajuda a recuperar energias, ou facilitar a digestão, é aquela que não supera os 30 minutos. Pelo contrário, essas sestas maratona, que se traduzem até em vestir o pijama, desequilibram a nossa higiene do sono, e podem fomentar o aparecimento de insónias.
Seguimos com as más práticas, herdadas de certa sabedoria popular, que já deveriam ter expirado. Não. Deitarmo-nos mais cedo não é sinónimo nem de dormir mais, nem melhor. Cada pessoa dispõe de um relógio biológico, e uma higiene do sono que não devemos alterar. Deitar-se antes é forçar o sono, e adormecer tem as suas próprias dinâmicas.
Está cientificamente demonstrado que a luz que emitem os écrans dos dispositivos eletrónicos dificulta o nosso sono e descanso. E não é só que seja prejudicial que durmamos com o telefone ao lado, e a televisão ligada, mas também que o consumo de certos aparelhos (portátil, tablet ou telemóvel), deveria ser escasso durante as últimas horas do dia.
Até há um par de décadas, a maioria das pessoas dormia sobre o mesmo tipo de colchões. Não olhávamos muito mais além do tecido que o cobria, e optávamos sempre pelos modelos com molas. Aquele longínquo desconhecimento não caiu totalmente no esquecimento, e ainda há pessoas que apostam por colchões baratos, de marca branca, e cujos benefícios são medíocres.
Outra das grandes mentiras relacionadas com o descanso está relacionada com o consumo de álcool. As pessoas distorceram a imagem típica de alguém embriagado e dormindo. As intoxicações etílicas, além de serem tremendamente prejudiciais para a saúde, diminuem drasticamente a nossa qualidade de sono. Se é certo que o álcool lhe pode dar sonolência, o descanso que proporciona é mínimo, e de má qualidade.
Podemos cair no erro de considerar os roncos apenas como algo incómodo, que dificulta o sono do nosso parceiro, ou da nossa parceira. Mas é mais do que isso. Ressonar pode ser sinónimo de sofrer apenas de sono, ou de outros problemas relacionados com o sistema respiratório.
Por alguma razão estranha, existe a falsa crença de que o nosso cérebro entra em modo de pausa enquanto dormimos. No entanto, a realidade diz-nos o oposto. A atividade cerebral não para quando descansamos, e dedica-se a realizar funções de manutenção no nosso organismo, e a processar as experiências vitais do dia.
Uma coisa é não se lembrar do sonho, e outra muito diferente é pensar que há noites nas quais não sonhamos. Como já dissemos neste artigo sobre as fases do sono, as diferentes etapas repetem-se durante o descanso, fazendo com que inclusivamente possamos sonhar várias vezes.

Em Maxcolchon levamos mais de duas décadas dedicando-nos a melhorar a qualidade do descanso de um milhão de pessoas. A nossa equipe está composta por especialistas no sono, em ergonomia e producto, trabalhando dia a dia para lhe oferecer informação eficaz, práctica e baseada na experiência real de quem conhece o descanso por dentro e por fora.